quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Imóveis: o que os paulistanos buscam na hora da compra

Antes de comprar um imóvel, o paulistano pesquisa, em média, seis meses. Vai a lançamentos, visita diversos empreendimentos, faz contas... mas não se muda para longe de onde está instalado. Em média, distancia-se 3,2 quilômetros da antiga residência. Consumidores de apartamentos do chamado perfil econômico (até 250 000 reais) se afastam 3,8 quilômetros. Os de imóveis de padrão mais elevado (acima de 500 000 reais), 2,5 quilômetros. Saber disso norteia muitas das táticas de incorporadoras e imobiliárias.

Não à toa, elas costumam investir bastante em pesquisa. Maior imobiliária do país, segundo ranking da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), a Lopes tem um departamento especializado em esquadrinhar o que procuram aqueles que estão atrás de um imóvel novo, seja para morar, seja para investir. Veja São Paulo teve acesso aos dados de levantamentos realizados com mais de 1.300 pessoas nos primeiros oito meses deste ano.

Cristiane Crisci
Cristiane Crisci

“Nossos corretores batem de porta em porta para convidar os vizinhos a conhecer um lançamento”, conta Cristiane Crisci, gerente executiva de inteligência de mercado da Lopes. “Do entorno costumam sair 70% das vendas.”

Esse apego às raízes não é fruto apenas de bairrismo. Morar perto do trabalho e de parentes significa perder menos tempo em congestionamentos — os moradores da Grande São Paulo ficam, em média, duas horas e 42 minutos parados no trânsito todos os dias. “Atualmente, qualidade de vida é fazer tudo perto de casa”, diz a gerente de treinamento de vendas Taísa dos Santos. Ela vive em um apartamento alugado no Morumbi, mas comprou outro no Brooklin, onde fica a sede da companhia farmacêutica em que trabalha. “Vou poder passar na casa dos meus pais no fim do expediente e levar meu cachorro para passear na hípica.”

Um elemento novo nesse mercado aquecido são os edifícios temáticos. A marca MaxHaus apostam em tecnologia. Se o cliente quiser, poderá dispensar as paredes entre os cômodos. E as unidades são entregues com sistema de automação que permite ligar o forno de microondas ou a banheira pelo iPhone, quando o morador está a caminho de casa.

Apartamento decorado MaxHaus
Apartamento decorado MaxHaus

“Antigamente, todos os apartamentos eram construídos para pai, mãe e dois filhos”, lembra Andreas Auerbach, diretor comercial da MaxCasa, incorporadora dos MaxHaus. “Solteiros ou casais sem filhos tinham de se adaptar.” Hoje, não é preciso ter uma família típica de comercial de margarina para encontrar um lugar que parece ter sido feito sob medida para você.

Quem são os novos proprietários (por perfil de imóvel)

Inteligência de Mercado Lopes

Com informações da Veja São Paulo.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Por que investir em conjuntos comerciais?



[Por Cristiane Crisci]



Muitos clientes têm apostado na compra de conjuntos comerciais visando investimento e uso próprio. Trata-se de um bom investimento pois este tipo de imóvel acompanha a evolução da paulicéia como cidade global sob muitos aspectos, entre eles, aumento da população e migrações de classes sociais, desenvolvimento imobiliário residencial e de grandes escritórios (lajes corporativas), estabilidade da economia brasileira e necessidade crescente de obter serviços próximos a residência ou trabalho com segurança. Além disto, há demanda por atualização tecnológica e escritório apropriado para o segmento de atuação.

Desde 2009 a Lopes lançou 11 empreendimentos em São Paulo, mais de 1.100 unidades. A maioria das unidades possui de 38 m² a 45 m² e custa de R$ 180 mil a R$ 350 mil.

A liquidez deste investimento imobiliário é constatada pelo número de unidades compradas por cliente, 40% compraram mais de uma unidade, e pela excelente velocidade de vendas: os empreendimentos lançados pela Lopes estão, em média, 80% vendido após 6 meses de lançamento (início das vendas).

O gráfico abaixo mostra que de 1999 a 2006 poucos escritórios foram lançados na Região Metropolitana de São Paulo, a demanda reprimida deste período está sendo atendida pelos lançamentos atuais.


Fontes: Embraesp e Inteligência de Mercado Lopes

Nos últimos 3 anos foram lançados 50 empreendimentos comerciais na capital paulistana, localizados sobretudo nas zonas Sul, Oeste e Central. Isso representa R$ 3 bilhões em negócios ou 8.600 novos escritórios, dos quais somente 5% estão em estoque (Fonte: Painel de Mercado Lopes).

Quanto a locação, podemos obter uma aproximação por dados divulgados pela Jones Lang em sua pesquisa On Point: em 2009 a taxa de vacância foi 9% para escritórios de alto padrão (andar superior a 500 m² com determinadas características).

Outra matéria divulgada no site Imovelweb informa potencial de locação no Brasil: “Enquanto média de imóveis locados sobre o total de moradias no mundo é de 33%, no Brasil, locação gira em torno de 17%. Números mostram que país tem espaço para crescer no mercado de aluguéis residenciais e corporativos.”

Moradia por locação no mundo: Alemanha 57%, Holanda 47%, Áustria 46%, Coréia 45%, Suécia 40%, França 37%, Japão 35%, Média mundial 33% e Brasil 17%.

A Lopes está desenvolvendo junto a incorporadores cerca de 10 futuros lançamentos. Alguns detalhes constam nesta newsletter.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Mercado Imobiliário: Santos cresce e se valoriza

[Por Rafael Matos]

Investimentos devem superar 5 bilhões de reais até 2014 e já reflete na valorização imobiliária


Bairro Ponta da Praia

Santos vive um período de efervescência. Depois da descoberta dos campos de exploração da camada pré-sal, a cidade deve receber um investimento que pode ultrapassar os 5 bilhões de reais. Além disso, Santos tem o maior porto da América Latina que está passando por obras de expansão para absorver o volume de movimentações de carga, que deve triplicar até 2024.

A Petrobras desembarcou timidamente em Santos, mas depois da descoberta do pré-sal, a empresa anunciou que construirá seu complexo de três torres, no bairro do Valongo. A primeira delas deve ficar pronta em dois anos. Juntos, os edifícios comportarão 6.000 funcionários. Isso ajudará a promover a revitalização da região central de Santos, fazendo com que armazéns velhos deem lugar a empresas do setor de tecnologia.

Isso fará Santos sair da estagnação econômica na qual se encontrava. Melhorias em infraestrutura, revitalização de prédios históricos e dezenas de novos empreendimentos imobiliários estão transformando a cidade a cada dia.


Santos vista do alto do Monte Serrat

Bom para seus 430 000 habitantes e para os paulistanos que podem desfrutar o vizinho hospitaleiro, a 80 quilômetros de distância, repleto de bares, restaurantes e passeios turísticos à beira-mar. Com a inauguração do trecho sul do Rodoanel, que facilitou o acesso às rodovias Imigrantes e Anchieta, a cidade receberá ainda mais pessoas para a temporada de cruzeiros que se aproxima.

Falando em mercado imobiliário, a Ponta da Praia é o bairro onde há o maior volume de obras em andamento. Ali, o preço do metro quadrado fica em torno de 4 000 reais. “Daqui a seis meses, o bairro terá outra cara”, acredita Paulo Pinheiro, diretor responsável pelos negócios da imobiliária Lopes na Baixada.

Vila Rica e Gonzaga são os bairros mais valorizados de Santos. Em ambos, o preço do metro quadrado subiu até 50% nos últimos três anos — por volta de 5 000 reais, equivalente a Brooklin, Pinheiros e Perdizes na capital. Antes fora da lista de prioridades de grandes construtoras e incorporadoras, Santos passou a ser a bola da vez.


Orla de Santos

Mercado Imobiliário: São José a preço de ouro

[Por Valeparaibano]

Cidade tem o segundo maior custo do metro quadrado do interior do Estado; nos bairros considerados nobres valor chega a R$ 4.000, segundo o Secovi

São José dos Campos é o segundo município do interior do Estado de São Paulo com o maior custo do metro quadrado na construção civil. Morar em uma região considerada nobre, próxima de centros de compras, parques, restaurantes e com boa infraestrutura viária, demanda investimentos de até R$ 4.000 por metragem.

O levantamento foi realizado pelo Secovi (Sindicato da Habitação) por meio das unidades regionais de Campinas, Bauru, Sorocaba, Jundiaí, São João do Rio Preto e Vale do Paraíba, que respondem por 318 dos 645 municípios paulistas. Segundo a pesquisa, o preço do metro quadrado em São José é mais barato somente que na região de Campinas e está no mesmo patamar de Jundiaí.


São José

Em São José, cerca de 110 empreendimentos habitacionais estão em lançamento ou em construção, número que corresponde a pelo menos 11 mil novas moradias. O valor médio do metro quadrado desses imóveis fica entre R$ 1.200 e R$ R$ 4.000, variando de acordo com a localização, estrutura do bairro e, em alguns casos, do condomínio.