sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Verticalização de Santos está acelerada

[Por Rafael Matos]

Investimentos da Petrobras e a ampliação do porto transformaram Santos em um paraíso dos arranha-céus. O município litorâneo, situado a 72 km de São Paulo, tem hoje cerca de 50 prédios com dez andares ou mais em construção. Outros tantos projetos ainda aguardam aprovação.

Fotos: Raphael Vianna

Aquário de Santos ao centro

A maior parte dos novos prédios da cidade é residencial. Alguns custam até R$ 1 milhão. Além de atender parte dos 6.000 novos empregados que a Petrobras deverá ter na cidade nos próximos dez anos, por causa de investimentos no pré-sal, os prédios devem também ser ocupados por moradores da Baixada Santista que buscam mais conforto.

As torres de concreto começaram a ser construídos em Santos na década de 50 do século passado. A partir de 1998, com a aprovação de uma nova versão do Plano Diretor (projeto que define como a cidade deve ser organizada), eles cresceram ainda mais. Até este ano, a lei permitia levantar apenas prédios de até 13 andares na cidade.

A determinação foi tomada após várias construções da orla de Santos terem "entortado". O problema ocorreu porque a base de sustentação delas não era profunda o suficiente. Com a chegada de novas tecnologias que passaram a usar estacas mais profundas, a lei liberou a altura dos prédios.



A explosão do mercado imobiliário em Santos é comemorada por alguns, que afirmam que o crescimento foi provocado por uma soma de fatores: facilidade de se conseguir dinheiro para empréstimo, juros menores, aumento da renda da população e investimentos na cidade. Os prédios em construção geram empregos à região, tributos e renda.

Por outro lado, urbanistas veem com preocupação a explosão imobiliária, pois o crescimento não pode ignorar o meio ambiente. O grande desafio de Santos, agora, é alinhar o desenvolvimento econômico, com a questão ambiental e social.

Conheça este lançamento em Santos.

Fonte: Portal R7

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