quinta-feira, 16 de julho de 2009

Edifícios com bosque privativo crescem em São Paulo

[Por Rafael Matos]



Empreendimentos com bosque privativo integrado estão ganhando exemplares em toda a cidade de São Paulo. Esse tipo de condomínio faz as pessoas encherem os pulmões de ar e suspirar diante de um bosque onde vivem alguns tipos de aves.

Pelo menos quatro grandes condomínios conjugados a bosques privativos estão sendo erguidos hoje na cidade. O Villaggio Panamby, da construtora Gafisa, que tem 58 mil metros quadrados de mata, são daqueles condomínios que fazem a pessoa pensar em uma São Paulo que em nada lembra São Paulo.



Com essa fórmula, inaugurada no fim dos anos 1990 e erguida em etapas (as duas últimas torres foram entregues neste ano), o Villaggio Panamby virou modelo de sucesso. Dentro do Villaggio, além de um bosque, há clube, padaria, pet shop e cabeleireiro. Ou seja, toda a comodidade para o morador.

São lançamentos que oferecem proximidade extra com a natureza. Há empreendimentos que muram áreas florestais já existentes e os que reflorestam terrenos desmatados.

O modelo chega às pranchetas das construtoras em bom momento, depois da aprovação da Lei Federal nº 11.428, de 2006, que coíbe a supressão da mata atlântica no país. Em conjunto com o Código Florestal, com o Atlas Ambiental (2002) -uma espécie de mapa do verde de São Paulo-, e com o Plano Diretor da cidade, a lei estimula a preservação de remanescentes no município.

Em uma das últimas zonas verdes do Morumbi, começa a ser levantado o Paulistano Bairro Privativo, com 55 mil metros quadrados de área reflorestada. No Tatuapé, são vendidas unidades do Central Park Prime, com 8.000 m² para um bosque.



Paulistano Bairro Privativo

A incorporadora Rossi vai começar a construir, no Morumbi, um projeto de condomínio-parque, em terreno de 155 mil metros quadrados: o Paulistano Bairro Privativo.
A diferença em relação ao Villaggio é que a mata do Paulistano Bairro Privativo ainda não existe, a não ser por poucas árvores. O terreno vai receber 2.800 mudas - outras 9.800 vão para parques da região, segundo a Rossi, que faz a compensação ambiental exigida por lei. O novo condomínio vai ser murado.

Não é o primeiro empreendimento do gênero erguido pela Rossi. Nos últimos dez anos, a empresa comercializou, entre outros, três edifícios no Panamby, em lotes vizinhos que dividem um mesmo bosque, de 10 mil metros quadrados.

Há muita disputa por lotes do tipo em São Paulo, pelo fato dos bosques do Panamby não serem falsos, ou seja, plantados.



Central Park Prime

Em bairros com pouca área verde por habitante, como o Tatuapé, o lançamento de um empreendimento com bosque ganha outras dimensões. Para erguer o Central Park Prime, com área reflorestada de 8.000 m2, a Lopes Consultoria de Imóveis, a Cyrela e a Lucio Engenharia vão plantar centenas de árvores. Algumas vão ganhar o nome das famílias do condomínio.

O bosque vai contrastar com as ruas de um bairro que tem irrisórios 2,5 m2 de verde por habitante. O mínimo recomendado por especialistas é de 12 m2.

O perfil "verde" deste tipo de empreendimento faz com que pessoas que não caminhavam pelos bairros onde moram, passem a tomar gosto pela caminhada e com isso, terem mais qualidade de vida. Quem morar no Central Park Prime poderá fazer suas caminhadas a partir de 2010, quando os apartamentos serão entregues.

Fonte: Revista da Folha - 10/05/2009


Para acessar o site do Villaggio Panamby, clique aqui.

Para acessar o site do Paulistano Bairro Privativo, clique aqui.

Para acessar o site do Central Park Prime, clique aqui.

1 comentários:

Anônimo disse...

Belíssimo, eu quero morar aqui!!
hahaha
Amo S.Paulo e estes empreendimentos!!
Tudo que mereço!

Abraço, sucesso muiito sucesso nas vendas! Muita luz!! Ira.