O jornal Correio Braziliense publicou uma matéria no domingo, dia das mulheres, sobre a influência feminina na decisão da compra do imóvel. Confira!
[Correio Braziliense]
Elas ainda ganham quase 30% menos que eles, mas influenciam cada vez mais a decisão de compra independentemente do bem a ser adquirido. As mulheres viraram o foco do setor produtivo. Uma pesquisa do Programa de Administração do Varejo (Provar), da Fundação Instituto de Administração (FIA), mostra que são elas que decidem oito de cada 10 negócios realizados pelo varejo ou pelo setor imobiliário brasileiro. Os empresários já estão atentos, mas alguns erram a dose, na opinião de especialistas, e tentam reproduzir uma imagem idealizada de mulher. De qualquer forma, já estão de olho nelas o ano inteiro, e não apenas hoje, quando é comemorado o Dia Internacional da Mulher. Há quem aposte que a influência delas possa ser essencial para sustentar a economia durante a atual turbulência econômica.
A diferença entre os sexos é que elas não veem o processo de compra como uma obrigação, diferente de como pensam eles. O Provar registrou que 55% das mulheres dizem gostar de fazer compras. O volume de homens cai para 45%. É maior até o volume das que admitem comprar para se sentirem mais calmas ou felizes. De cada 100 mulheres, 21 dizem que a ida às compras alivia um sentimento de tristeza, de acordo com pesquisa do Ibope. O número de homens é menor, de 14 em cada 100 (veja quadro).
Neste momento de crise econômica, elas podem, inclusive, ser as primeiras a ajudar a economia a se reerguer, segundo análise da professora do Provar Flávia Ghisi. A mulher não compra só por necessidade, ao contrário dos homens. Durante a crise, as empresas que vendem exclusivamente produtos masculinos podem sofrer mais, porque eles tendem a pensar mais sobre a necessidade de gastar, são mais racionais no processo de compra, afirma. No entanto, elas são mais exigentes. Elas analisam mais os prós e os contras, apesar de serem mais seguras que eles , completa.
A segurança é o motivo alegado pela médica Dayse Cristina dos Santos Pires, de 43 anos, para a palavra final em qualquer decisão tomada em sua casa ser sempre sua. O imóvel em que mora, conta, foi comprado por iniciativa sua. O marido paga as contas tanto quanto ela, mas na hora de conhecer o apartamento, analisar vantagens, desvantagens e fechar o contrato, ele foi coadjuvante. Ele estava achando que era besteira fazermos dívida. Mas eu queria comprar, era um sonho meu. Então decidi e comprei. A gente sempre discute antes, mas quem decide o que vai comprar sou sempre eu, seja imóvel, carro, ou qualquer outra coisa , conta.
Poderosas
Os corretores de imóveis já sabem que é a elas que eles têm que agradar. Números da Lopes Royal, maior incorporadora do Distrito Federal, mostram que desde o início de 2008, 38% dos imóveis comercializados na cidade foram adquiridos e serão pagos por mulheres. Mas no bolo pago por eles, é grande a importância da opinião delas para o fechamento do negócio. Quando um casal está procurando um imóvel, a atenção dos corretores é sempre maior às mulheres. Sabemos que é ela quem tem o poder da decisão. Se algo não estiver bom para ela, com certeza o negócio não será fechado, afirma o vice-presidente do Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci), José Augusto Viana Neto.
Trabalho
A mudança da visão sobre o poder de compra da mulher se deu nesta década, na opinião do presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro Júnior. A influência da mulher é cada vez maior em função de ter aumentado sua importância na família. Elas passam mais tempo estudando do que eles e estão conquistando mais espaços no mercado de trabalho.
Apesar de as empresas já estarem atentas à necessidade de agradá-las, ainda há um longo caminho a percorrer, na opinião da proprietária da consultoria Uma a Uma, especializada na comunicação com as consumidoras. Denise Gallo. Há empresas que constroem a figura feminina ideal. Mas a mulher cansou de se ver estereotipada, idealizada, afirma.
Até para vender ao consumidor que mora sozinho é necessário agradar antes uma mulher, ressalta Marie Fujisawa, autora do livro Das Amélias às Mulheres Multifuncionais, que analisa a evolução da mulher nas campanhas publicitárias. É comum que empregadas façam as compras para os homens que moram sozinhos. Feliz a marca que consegue conquistar a consumidora. Por isso as empresas tentam identificar o perfil destas mulheres, afirma.
segunda-feira, 9 de março de 2009
Elas definem as compras
às
09:31
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1 comentários:
A reportagem é interessante, mas não conta nenhuma novidade. Acho que vale a pena o mercado imobiliário começar a ver o comportamento dos solteiros brasileiros (homens e mulheres), pois, é um público que aumenta a cada dia e com boa renda. Muita gente esta adotando a solteirice como norma de vida, ou retardando o casamento para o mais tarde possível.
CRECI-RJ 39037
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