[Por Wallace Maestro - corretor online Lopes]
Caro leitor,
Se hoje lhe fosse oferecida a oportunidade de comprar um imóvel totalmente pela internet, você toparia?
Perguntinha complicada, né?
Sem visita ao apartamento decorado, sem uma espiada pessoalmente pela vizinhança, sem um corretor destacando cada detalhe do empreendimento.
Seria só escolher o imóvel em um site, preencher uma breve ficha de avaliação de crédito e pronto: a compra estaria feita.
Essa situação ainda é hipotética, mas leva a uma reflexão interessante. Qual é o papel do corretor online hoje em dia, e qual será daqui a alguns anos?
Em primeiro lugar, é preciso deixar claro que o corretor online não está ali simplesmente para passar informações sobre o imóvel. Na maioria das vezes, ele recebe um cliente que ainda está em fase de pesquisas. Por isso, precisa assessorar, segurar a ansiedade e acompanhar "o tempo" do comprador.
Já para o cliente de um corretor tradicional - e para o próprio corretor - a emoção é um fator decisivo. A empolgação da visita pessoal, a beleza do apartamento decorado, a discussão "in loco": tudo tem influência sobre a compra. É claro que o corretor online também chegará nessa etapa, mas agora em uma posição de vendedor/consultor, que esteve presente em todo o processo de escolha.
Tudo isso tem uma conseqüência bastante positiva. Posso dizer, sem medo de errar, que o cliente que é bem atendido no chat chega ao momento da compra muito mais decidido e seguro do que quer.
Quanto ao futuro, a questão da venda 100% online me parece muito mais cultural do que técnica. Podemos, por exemplo, disponibilizar uma visita virtual à unidade de interesse do cliente (a tecnologia para isso já existe, hoje). Com esse recurso, o corretor convida o comprador para um tour virtual pelo empreendimento, até chegar ao apartamento de seu interesse. Daí para a concretização do negócio online, é um pulo. Mas, como já disse, isso é cultural: quebrar paradigmas desse tipo é muito mais difícil.
E vocês, o que acham? Podemos chegar à compra de um imóvel 100% online?
Abraços!
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Corretor online: presente e futuro
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Financiamento: a hora é agora
[Por Leticia Campopiano - da Promotora de Financiamentos]
Caros leitores, neste primeiro post aqui no Blog de Mercado, vamos fazer uma breve apresentação do cenário atual para financiamentos imobiliários.
De início, uma constatação que pode soar clichê, mas é a pura realidade. O que antes era sonho, agora está cada vez mais perto da realidade: a compra da casa própria.
Se há alguns anos era necessário fazer poupança durante anos para começar a procurar um imóvel, hoje a história é outra.
A estabilidade econômica que o País vive propicia uma oferta de crédito imobiliário cada vez maior, e quem ganha com isso é o comprador. Hoje, os bancos oferecem prazos e taxas que cabem no bolso de praticamente qualquer cliente. Além disso, com o crescimento da renda, ficou mais fácil encaixar o valor das prestações dentro do orçamento doméstico.
A Abecip – Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança - estima que a oferta de crédito imobiliário em 2008 atingirá R$ 25 bilhões. Para explorar ao máximo esse potencial, os bancos estão simplificando o processo de apresentação de documentos, exigindo como comprovante de renda para trabalhadores autônomos apenas uma cópia do extrato bancário, por exemplo. Essa é uma verdadeira “mão na roda” para quem não tem um contrato formal de trabalho.
Aqui na Lopes, decidimos facilitar ainda mais. Em um só lugar, é possível escolher o imóvel, buscar o financiamento e ter todo o processo cuidadosamente acompanhado por uma equipe de profissionais muito dedicados. A Promotora, nova empresa do grupo Lopes, já está agilizando muito a vida dos clientes na obtenção de crédito, com os primeiros financiamentos concedidos já liquidados em menos de 30 dias.
As oportunidades estão aí: a hora de aproveitar é agora.
Acompanhe nos próximos posts nossas dicas e orientações sobre financiamento de imóveis.
Até lá!
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Terremotos: o seguro-condomínio cobre?
[Por Júlio Paim - do Síndiconet]
O recente terremoto de 5,2 graus que atingiu várias regiões de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Paraná deixou muitos síndicos e condôminos preocupados com a segurança de suas edificações.
Aqui no Síndiconet, recebemos muitos questionamentos sobre a cobertura ou não dos seguros prediais para esse tipo de ocorrência, que pode provocar desde pequenas avarias, como trincas superficiais, até danos mais graves, que comprometem seriamente a estrutura do prédio e a segurança dos moradores.
Por isso, conversamos com o especialista em seguros prediais Pedro Bento, da Shelter Corretora. Ele nos adiantou que é muito provável que o seguro do seu condomínio não cubra a ocorrência de terremotos.
Veja a explicação completa:
"Terremotos são classificados como catástrofes naturais - assim como erupções vulcânicas, maremotos e inundações - e, de forma geral, não são cobertos pelas seguradoras.
Também não são cobertos, por exemplo, danos decorrentes de atos de guerra, revolução armada, explosões nucleares e radiação.
Todos esses eventos têm em comum o fato de atingirem, num mesmo momento, uma grande extensão territorial, provocando estragos simultâneos ao patrimônio de um número muito expressivo de clientes. Isso tornaria inviável, em termos de capacidade de reembolso, o atendimento a todos os afetados pela catástrofe.
Os mecanismos adotados pelas seguradoras para evitar reembolsos acima de seus limites vão desde a exclusão da cobertura para esse tipo de evento (como é o caso) até a inclusão de cláusulas especiais, que são garantidas por meio do resseguro.
No resseguro, as companhias buscam instituições de seguro especializadas na cobertura de grandes perdas, tanto em território nacional - caso do Instituto de Resseguros do Brasil - como no exterior.
Assim sendo, algumas seguradoras oferecem, dentro do produto "multirisco condomínio", a cobertura de vendaval e furacão. Por serem tratados como catástrofes naturais, esses eventos são objetos do resseguro.
Ocorrências como o terremoto que atingiu parte do Brasil no último dia 22 são raras, e a demanda por essa cobertura é pouco expressiva, o que leva as seguradoras a excluí-las de suas apólices.
A contratação dessa garantia, portanto, deve ser negociada caso a caso com a seguradora. Faça contato com seu corretor de seguros e, se achar pertinente e necessário, verifique com ele a possibilidade de incluir essa cobertura na apólice.
Mas prepare o bolso, pois a contratação avulsa ainda é muito onerosa".
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Conquista da casa via internet
[Jornal Meio & Mensagem]
Até recentemente, os profissionais do setor imobiliário alimentavam certo preconceito em relação às mídias digitais. A idéia predominante era de que uma compra assim relevante jamais seria realizada pelo meio virtual. De certa forma, o contato pessoal, do olhar, ainda é fundamental à concretização de negócios, mas é certo que a internet já se converteu em um poderoso agente potencializador de vendas, especialmente para o consumidor mais jovem.
A Lopes Consultoria de Imóveis tem realizado importantes investimentos em seu site, desenvolvendo-o para atender às demandas particulares de sua clientela. O "encontre seu imóvel" tem um sistema de busca avançada rápido e funcional, com 11 filtros. Separa o produto por estado, cidade, região, bairro, tipo de imóvel, dormitórios, suítes, vagas, área útil, faixa de preço e estágio de utilização. Há linhas de busca diretas por mapa ou por oferta de lançamentos.
Os interessados podem sempre teclar com um corretor online, figura cada vez mais comum nas grandes imobiliárias. Trata-se de alguém preparado para dirimir as dúvidas e sugerir imóveis que se encaixem no perfil do consulente. Os novos sites, no entanto, não se limitam a facilitar o rastreamento de ofertas. Passaram também a dialogar com os consumidores, oferecendo dicas, orientações e informações sobre o mercado. O endereço da empresa na internet em dezembro recebeu cerca de 200 mil visitas. Em março, esse número chegou a 450 mil.
"A diversificação e aprimoramento dos canais de comunicação é fundamental em nosso ramo", afirma Carlos Kapudjian, diretor de atendimento da Lopes. "Em todas nossas atividades, temos de aliar precisão e criatividade". A tese é corroborada pelo diretor de internet da empresa, Roberto Nascimento. Segundo ele é fundamental que se invista na produção de conteúdos diferenciados, capazes de educar os consumidores.
Depois de inaugurar sua ilha no ambiente virtual Second Life, a Lopes lançou em fevereiro uma série de quatro blogs com informações relevantes para quem procurar com qualidade. Os temas são: decoração, paisagismo, mercado e lançamentos, com dicas e opiniões de renomados especialistas de cada setor. Em pouco tempo, este já se tornou um importante canal de relacionamento com o cliente", diz Nascimento.
O blog de decoração é alimentado por especialistas como Eliane Sampaio, Fernanda Marques, Francisco Cálio e Luís Navarro. O de paisagismo tem as contribuições de Roberto Riscala, Leo Laniado, Marcelo Bellotto e Marcelo Faisal. O blog de mercado é produzido por peritos da própria Lopes. A página de lançamentos divulga empreendimentos comercializados pela empresa. Ali, os clientes que visitam os imóveis podem emitir opiniões, sem censura prévia.
Segundo pesquisas da Lopes, cerca de 90% dos compradores hoje travam contato antecipadamente com as ofertas por meio da internet. No caso da empresa, 10% das vendas já são realizadas por meio de e-corretores. A empresa aponte hoje apenas 15% de avaliações negativas no ambiente virtual.
Em números absolutos, o valor geral de vendas (VGV) da Lopes, em 2007, foi de R$ 4,9 bilhões, contra R$ 2,5 bilhões no ano anterior. Para 2008, a empresa projeta um VGV entre R$ 9,5 bilhões e 10,5 bilhões.
[...]
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Crianças em condomínios
[Por Julio Paim - do Sindiconet]
Para nossa primeira postagem aqui no Blog de Mercado da Lopes, escolhemos um tema controverso.
No Portal Sindiconet, o assunto "crianças em condomínios" sempre gera polêmicas.
Todos sabemos que é natural e saudável que as crianças brinquem com seus amigos, pulem, dêem gargalhadas, chorem etc.
Sabemos, também, que elas gostam de fazer isso em qualquer lugar e a qualquer hora.
Em um condomínio, no entanto, essa "bagunça" pode gerar conflitos com outros moradores, principalmente com aqueles que não têm filhos.
O que fazer nessas horas? Como proceder? E se mesmo brincando dentro do apartamento a criança causa incômodo?
Para responder a essas e outras perguntas, fomos ouvir uma especialista em etiqueta.
Ela diz que as regras do condomínio devem ser cumpridas por todos, inclusive pelas crianças, e dá outras dicas. Veja:
Nas áreas comuns
- Quando as crianças brincam nas áreas comuns dos condomínios, os limites de horários costumam ser entre 9h e 20h. Verifique o que diz o regulamento interno do seu condomínio.
- Depois desse horário, se quiserem permanecer na área comum, as crianças deverão conversar em voz baixa ou ficar em silêncio.
- É importante, também, que os pequenos sejam instruídos a não atrapalhar os funcionários em suas tarefas e a não permanecer em locais inadequados, como a guarita.
- Crianças pequenas precisam estar acompanhadas por adultos. Lembre-se de que o condomínio tem lugares que podem ser perigosos para elas, como instalações elétricas, piscinas, escadas, elevadores e outros.
- A eleição de um "mini-síndico" pode ajudar a organizar a turma e os mais rebeldes. Além de ser divertido, também ajuda a criar consciência entre os pequenos.
Dentro do apartamento
Os pais são responsáveis por seus filhos e devem estabelecer limites a eles, inclusive quando estiverem dentro do apartamento.
- O correto é limitar o horário para brincadeiras dentro do apartamento até as 22h, no máximo.
- Uma dica que pode ser passada aos pais é o uso de tapete emborrachado nos quartos das crianças. Ele diminui o impacto e, conseqüentemente, abafa o barulho no andar de baixo. Carpetes e tapetes comuns também podem cumprir com essa função.
- Mesmo com tapetes, é preciso evitar que a criança brinque fazendo barulho após às 22h.
Se quiser, você pode conferir mais algumas dicas sobre o assunto aqui no Sindiconet.
Abraços a todos!
quarta-feira, 16 de abril de 2008
SP: regularização de elevadores vai até maio
[Por Fernando Bernacolli]
Os cerca de 10 mil condomínios de São Paulo que não apresentaram o Relatório Anual de Inspeção de Elevadores (RIA) em 2007 têm até maio para regularizar a situação.
O prazo oficial é de até 30 dias após o recebimento da notificação enviada pela Prefeitura no início deste mês.
Apesar de a obrigação de apresentar o RIA ao Contru (Departamento de Controle do Uso de Imóveis) ser da empresa contratada pelo prédio para a manutenção e conservação dos elevadores, a eventual multa cai mesmo é sobre o condomínio.
"Como não dá conta de fiscalizar cada prédio, a prefeitura transfere parte da responsabilidade para os condomínios", explicou à Folha online o vice-presidente de administração imobiliária e de condomínios do Secovi-SP (sindicato do setor imobiliário), Hubert Gebara.
Ele afirma, ainda, que o atraso na entrega do documento por parte da empresa de manutenção "é motivo mais do que suficiente para uma rescisão contratual [entre condomínio e empresa de conservação]".
Desde 2006, a entrega do RIA pode ser feita pela internet, por meio do sistema RIA online.
É importante que o síndico verifique se a empresa de conservação contratada possui cadastro na Secretaria Municipal de Habitação. Para baixar a planilha com a relação completa fornecida pela Prefeitura, clique aqui.
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Corretores que fazem a própria sorte
[Por Wallace "Maestro" - corretor online da Lopes]
Muita gente já acreditou (e algumas pessoas acreditam até hoje) que um corretor bem sucedido é aquele agraciado pela boa sorte. Aquele que, por obra do destino e por mera coincidência, recebe um cliente que já vem decidido pela compra.
Pergunto: será que isso procede?
E respondo: não, não procede. Acredito que a dose de sorte necessária a um corretor de imóveis não é lá muito diferente daquela necessária a qualquer outro profissional de vendas. O objetivo final, vocês hão de concordar, é o mesmo: realização do negócio e satisfação do cliente.
"Ah, mas imóvel é um bem muito mais caro, que se compra apenas um ou duas vezes na vida", podem pensar alguns.
É claro, assim como a comissão também é proporcionalmente maior e os prêmios, idem.
O que quero dizer é que, na era da informação, da globalização e da colaboração, a sorte pode ser muito mais um reflexo de um excelente atendimento do que de uma mera armação do destino.
Conhecimento de línguas (a portuguesa inclusa aí), de informática, de mercado, de economia, de finanças, de matemática: esses com certeza são fatores que "atraem" a sorte. Somados a um bom relacionamento interpessoal e à busca constante pela melhoria, podem representar a diferença entre o sucesso ou o ostracismo profissional.
Vamos a um exemplo que presenciei recentemente. Durante um turno de atendimento online, um cliente (daqueles que chamamos de "muito bons") entrou no chat e apresentou-se em inglês. Nem todos os corretores falam inglês e, nesses casos, a fila de atendimento é deixada de lado: faz o chat aquele que tem mais conhecimentos da língua. Dessa forma, o "clientão" foi parar com uma colega minha, fluente em inglês e com uma boa vivência internacional.
Para você, isso parece sorte?
A Lopes é privilegiada nesse sentido. Aqui, há corretores que falam inglês, francês, alemão, italiano e até mandarim.
Para eles, esse é um fator que pode significar a diferença entre "boa ou má sorte".
É isso. Um abraço a todos!
terça-feira, 8 de abril de 2008
A farra do habite-se
[Por Fernando Cassaro - da Veja SP]
Em tese, nenhum imóvel na cidade, comercial ou residencial, poderia ser inaugurado sem que a prefeitura liberasse um documento chamado Auto de Conclusão da obra. Mais conhecido como habite-se, ele atesta que a construção atendeu a todas as exigências da prefeitura, seja em questões de segurança, seja nas de impacto no trânsito da região. A realidade, no entanto, é bem mais permissiva. "Cerca de 70% dos bares paulistanos não possuem o habite-se", calcula, por exemplo, o advogado Percival Maricato, diretor jurídico da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). A questão entrou em evidência nas últimas semanas por causa da conturbada inauguração do Bourbon Shopping, na Pompéia. Por não estar com a papelada em ordem, o centro de compras teve sua abertura adiada em um dia e o Grupo Zaffari, responsável pelo empreendimento, acabou multado em 23 milhões de reais.
[...]
A burocracia do processo, que pode levar anos, e a legislação confusa ajudam a piorar a situação.
[...]
Informatizar a fiscalização é um dos meios de deixar o processo de obtenção do habite-se menos lento. Entre as medidas em estudo está a de equipar os fiscais com palmtops. "Com a fiscalização eletrônica, você retira a subjetividade do processo e pode evitar mal-entendidos", acredita Matarazzo. A partir do segundo semestre, o secretário de Desburocratização, Rodrigo Garcia, pretende implantar um sistema de emissão de alvarás pela internet para imóveis com até 1 500 metros quadrados. "A primeira região a ter a novidade deve ser a Zona Sul", afirma Garcia. Isso atingiria 69% das obras em andamento na cidade. Todo o processo seria resolvido em quinze dias.
Leia a reportagem completa no site da Veja SP.
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Ética e respeito entre corretores
[Por Wallace "Maestro" - Corretor online da Lopes]
A ética entre corretores de imóveis deve ser algo sagrado. Cada cliente que conquistamos é fruto de um trabalho de fidelização muito bem pensado, de uma estratégia de vendas que leva em conta perfil do cliente, perfil de moradia, região e poder aquisitivo, entre outros fatores. Por isso - e sabendo que todos os profissionais sérios da área trabalham sob as mesmas condições - é que o respeito mútuo deve estar sempre em primeiro lugar. Caso contrário, a ganância pura e simples pode levar ao atropelamento de princípios éticos, a ponto de nos deixar ignorantes diante do fato de que somos todos autônomos.
Um exemplo vivido na prática
Sou corretor online, e é relativamente comum fazer uma venda dividida, um "fifty", usando o jargão da profissão. É aquela venda em que um cliente já foi atendido por um corretor, volta posteriormente e procura por outro, que finaliza a transação. A comissão, nesse caso, é repartida igualmente entre os dois profissionais que fizeram o atendimento.
Ocorre que, um belo dia, um cliente chega ao atendimento online da Lopes depois de ter passado pelo plantão do estande de vendas. Eu ainda não sabia disso, de forma que prossegui normalmente com o chat. No decorrer da conversa, entretanto, o cliente acabou revelando que já tinha sido atendido por outro corretor, mas que ainda tinha dúvidas. E agora, José? Mantive a linha de atendimento para resolver o problema dele, mas já considerando um "fifty" com o colega que havia dado a primeira assessoria.
A situação daria brechas para atentar contra a ética? Sim, é possível. Mas, nesses casos, é dever moral e profissional do corretor respeitar o trabalho do colega, respeitar a empresa e respeitar o cliente. O ganho individual - com uma comissão eventualmente maior, não dividida - não compensa as eventuais intrigas e desconfianças entre colegas. A postura ética é sempre o melhor caminho.
No fim das contas, a venda foi feita, o cliente ficou muito satisfeito e corretores e empresa tiveram seus ganhos. Um bom negócio para todos.
quarta-feira, 2 de abril de 2008
"Risco imobiliário não se compara a dos EUA"
[Por Fernando Bernacolli]
Para a Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio), o risco de uma crise de crédito imobiliário brasileiro, à semelhança do que ocorre nos Estados Unidos, "é praticamente inexistente por dois motivos: a diferença de magnitude do segmento imobiliário dos Estados Unidos e do Brasil e também o intervalo de tempo na liberação dos recursos".
A afirmação foi feita em nota oficial na última segunda-feira.
Pelas projeções da entidade, deverão ser destinados cerca de R$ 25 bilhões para o crédito imobiliário brasileiro em 2008.
Destes, R$ 20 bilhões virão do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos (SBPE). Somente os R$ 5 bilhões restantes serão provenientes de recursos de bancos, o que equivale a 2% ou 3% do PIB nacional.
"[No Brasil], os prazos de financiamentos chegam até 360 meses, ou seja, 30 anos, com taxas fixas de juros de cerca de 9% ao ano. É um negócio inédito na economia, mas ainda há uma grande parcela da população que não foi atingida e isso cria um espaço razoável para que o mercado imobiliário, principalmente na Região Metropolitana de São Paulo, se mantenha aquecido no médio prazo", conclui a entidade.
terça-feira, 1 de abril de 2008
Flats irregulares são 70% em SP
[Por Fernando Bernacolli]
Dos 47 mil quartos de flats em São Paulo, cerca de 21 mil estão em situação irregular, sem alvará de funcionamento.
"É uma situação complicada. Caso as subprefeituras queiram colocar blocos de concreto na porta dos flats, não há nada que os empresários possam fazer", afirmou ao Estadão o empresário Maurício Bernardino, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Hotel de São Paulo.
O problema, que atinge 70% dos estabelecimentos desse tipo na cidade, é reflexo de um impasse jurídico que remonta ao início dos anos 1980.
Naquela época, incorporadores e rede hoteleira se uniram para criar um produto diferenciado, que ajudasse a tirar o mercado imobiliário do marasmo em que se encontrava. Nasciam assim os flats: apartamentos para moradia, mas que contavam com serviços de hotel, como recepcionistas e arrumadeiras.
Eram, então, considerados empreendimentos residenciais. Assim, podiam ser construídos em áreas proibidas a hotéis.
Nos últimos anos, entretanto, os flats mudaram de perfil e passaram a atender principalmente turistas. Dessa forma, concorrem irregularmente com os hotéis e ficam à margem da lei.












