[Por Fernando Bernacolli]
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, afirmou ontem, 27, que a cidade de São Paulo abrigará o "maior centro de eventos do mundo".
Segundo o prefeito, uma área de 5 milhões de metros quadrados - na divisa dos distritos de Pirituba e Jaraguá, zona norte - já foi reservada e declarada "de utilidade pública". Ela deverá abrigar pavilhões de exposição, auditórios, arenas para esportes e shows, hoteis, shoppings e estacionamentos .
A mega construção teria, se confirmadas as proporções anunciadas pelo governo, cerca de 12 vezes o tamanho do Parque do Anhembi.
"Em São Paulo, se não for pra fazer algo grande, dez estrelas, é melhor tomar muito cuidado", disse o prefeito, justificando o tamanho do empreendimento.
Entre as vantagens desse novo centro de eventos, Kassab citou a proximidade da rodovia dos Bandeirantes, do Rodoanel e da linha A da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). "E a cidade de Campinas está a apenas trinta minutos", completou.
O dinheiro para a construção deve vir de uma Parceria Público-Privada. Ainda não há data prevista para o início das obras.
sexta-feira, 28 de março de 2008
SP terá o "maior centro de eventos do mundo"
quarta-feira, 26 de março de 2008
Vendido o imóvel mais caro do mundo
[Por Fernando Bernacolli]
Um apartamento na região central de Londres tornou-se o mais caro imóvel residencial já vendido em toda a história.
O precinho? Aproximadamente 115 milhões de libras esterlinas, ou cerca de 400 milhões de reais. O nome do comprador (ou compradora) permanece em sigilo. O negócio foi fechado no início do mês, mas revelado apenas na semana passada.
Exibir mapa ampliado
Quanto ao imóvel, trata-se de uma cobertura em um antigo prédio de escritórios na St. James' Square, a mais ou menos um quarteirão do internacionalmente famoso Hyde Park. Em 2007, o conjunto foi comprado pela Labarre Trading - uma discreta companhia suiça -, que pagou por ele um total de 125 milhões de libras, além de "tarifas" adicionais ao distrito de Westminster, que deve reaplicá-las na construção de habitações populares.
Para especialistas no mercado de imóveis da região, o alto preço deve-se, principalmente, à exclusividade da localização.
Segundo o jornal britânico "The Times", os últimos apartamentos disponíveis na região tinham sido vendidos em 2000.
quarta-feira, 19 de março de 2008
Volume financiado mais do que dobra fevereiro
[Por Fernando Bernacolli]
Mais uma boa notícia para o setor no início do ano.
Os financiamentos de imóveis com recursos da poupança atingiram, em fevereiro, um total de R$ 1,963 bilhão. O valor representa um aumento de 121,8% em relação ao mesmo período do ano passado. Os números são da Abecip - Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança.
No total do período, foram financiados 18.935 imóveis: aumento de 90,4% em relação a fevereiro de 2007.
Nos últimos 12 meses, o volume total de empréstimos pelo SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) ficou em R$ 3,585 bilhões, um incremento de 125,6% em relação ao primeiro bimestre de 2007.
sexta-feira, 14 de março de 2008
Janeiro confirma sazonalidade de SP
[Por Fernando Bernacolli]
O início do ano é, tradicionalmente, a época em que a sazonalidade do mercado imobiliário de São Paulo fica mais evidenciada.
Por quê?
Vejamos os números:
- De acordo com o Secovi-SP (maior sindicato do setor na América Latina), em janeiro de 2008, as vendas de imóveis residenciais na cidade de São Paulo totalizaram 1.397 unidades.
- O número representa um aumento de 7,05% sobre o mesmo período do ano passado. Ótimo!
- O indicador VSO (Vendas Sobre Oferta), que coloca em perspectiva o número de unidades comercializadas em relação aos lançamentos do período, ficou em 7,4%, exatamente o mesmo do ano passado.
- E, no entanto, nos meses de novembro e dezembro últimos, o indicador VSO estava em 15,9% e 23,1%, respectivamente.
- Ainda: o valor total de unidades negociadas em janeiro de 2008 atingiu R$ 486 milhões, enquanto a média mensal de 2007 foi de R$ 1,05 bilhão.
O que aconteceu?
Férias, famílias viajando, impostos vencendo... enfim, o pacote tradicional, que todos nós conhecemos tão bem.
Os aparentes números "fracos" de início de ano, portanto, não podem ser tomados como parâmetro para projeções.
Em pronunciamento no dia de ontem, por exemplo, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse acreditar que a construção civil vai puxar e adensar o crescimento do país em 2008, o que seria "crucial diante da da situação internacional".
Embora estivesse se referindo ao setor como um todo (o que inclui também obras de infra-estrutura e saneamento), a perspectiva é de que, para a habitação, 2008 seja ainda melhor que 2007.
quinta-feira, 13 de março de 2008
Em nota, Sinduscon-SP contesta Folha
[Por Fernando Bernacolli]
Em nota divulgada no último dia 10, o Sinduscon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) contesta a informação veiculada dois dias antes pela Folha de S.Paulo, na coluna da jornalista Mônica Bergamo, de que a entidade teria decidido que a ministra do Turismo, Marta Suplicy, não deveria contar com as simpatias do setor caso se candidate à Prefeitura de São Paulo.
A nota, assinada pelo presidente do Sindicato, João Claudio Robusti, diz:
"Não compete ao SindusCon-SP decidir se este ou aquele candidato às eleições deve contar com as simpatias da construção civil. Na qualidade de representante das construtoras, o sindicato não toma decisões que são do foro íntimo dos empresários. Portanto, não corresponde à verdade a informação da nota 'A voz dos empreiteiros' (Ilustrada, 8/3), de que o SindusCon-SP teria decidido que a ministra do Turismo, Marta Suplicy, não deve contar com as simpatias do setor caso decida sair candidata à Prefeitura de São Paulo".
A notícia geradora de toda a polêmica foi divulgada no dia 08 de março e segue, na íntegra:
Coluna da Mônica Bergamo, Folha de S.Paulo.
A voz dos empreiteiros
O Sinduscon, sindicato que reúne os empreiteiros de São Paulo, decidiu que a ministra do Turismo, Marta Suplicy, não deve contar com as simpatias do setor caso decida sair candidata à Prefeitura de São Paulo. Na avaliação dos empreiteiros, Marta (PT) concentra os gastos nas grandes empreiteiras e não dá pelota para as pequenas empresas. Já o atual prefeito paulistano, Gilberto Kassab (DEM), é visto como "um político mais democrático": contrata grandes e pequenas.
segunda-feira, 10 de março de 2008
5 vagas por hora
[Por Maria Paola de Salvo - da Veja SP]
"No ano passado, os 31 000 corretores de imóveis da capital tiveram motivos de sobra para estourar champanhe nos estandes de vendas. As 59 400 unidades lançadas alcançaram um montante de 17,1 bilhões de reais.
Considerando que as comissões podem chegar a 3% sobre o valor da venda, eles estão rindo à toa. "Atraídos por esse potencial, arquitetos, advogados e mesmo profissionais com doutorado resolveram vender imóveis", explica Roberta Bicalho, superintendente de RH da Lopes, que contrata hoje 300 pessoas por mês, seis vezes mais que em 2007. Resultado: a procura pelo Creci, a habilitação concedida pelo Conselho Regional, cresceu 16% nos últimos três anos"
Para ler a matéria completa da revista Veja SP, CLIQUE AQUI.
segunda-feira, 3 de março de 2008
Investimento em imóvel volta a ser bom negócio
[Por Mariana Londres]
Até a década de 90, era consenso que investir em imóveis era forma segura de aumentar o patrimônio e ainda garantir uma renda complementar, principalmente durante a aposentadoria.
Os juros altos pagos no País desde a estabilização econômica (com o Plano Real), no entanto, afastaram os interessados em colocar dinheiro no mercado imobiliário, que optaram por outras aplicações com lucratividade maior e liquidez mais rápida.
“O investimento em imóvel acaba sendo deixado um pouco de lado quando os juros estão muito altos”, diz Carlos Kapudjian, diretor de atendimento da Lopes. “Mas sempre há investidor que tem o perfil , que investe independente da conjuntura”, completa.
Porém, com as quedas dos juros ocorridas no últimos anos, os imóveis voltam a ganhar atratividade. Essa situação pode ser notada com alta nos aluguéis e aumento do preço do metro quadrado.
Bom no longo prazo
Além disso, no longo prazo, o investimento em imóveis nunca deixou de ser atrativo. De acordo com estudo realizado pelo economista Mauro Halfeld, publicado no livro Investimentos: como administrar melhor o seu dinheiro, de janeiro de 1968 a janeiro de 2007 o rendimento médio anual dos imóveis foi de 6,1%, atrás apenas do Ibovespa, de 8,84%, mas bem acima de overnight e CDI, caderneta de poupança e dólar.
A valorização no período de 39 anos, segundo o estudo de Halfeld, é favorável aos imóveis. Quem investiu nesse setor teria, em janeiro de 2007, US$1.006 para cada US$ 100 investidos. Mais uma vez, a valorização perdeu apenas do Ibovespa, com US$ 2.719 para cada US$ 100 investidos.
O comportamento do mercado no longo prazo deixa evidente a característica mais importante do investimento sem imóvel: ele é indicado para aplicações por longos períodos. “Investimento em imóvel é de, no mínimo, cinco anos. Até porque comprar e vender é caro, com o pagamento de impostos e gastos com imobiliária e manutenção”, diz JulioSampaio, da Resultado Consultoria.
Por isso, investir em imóvel é para quem já tem casa própria e não vai ter que dispor do dinheiro no curto prazo, até porque o resgate pode demorar. “A falta de liquidez dos imóveis é uma desvantagem, por que não há como resgatar o dinheiro de uma hora para outra. Mas também pode ser uma vantagem para quem não tem disciplina com os gastos. Como é mais difícil de vender, a pessoa acaba não mexendo no patrimônio”, completa Sampaio.
Fonte: Jornal da Tarde












