quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

2 dormitórios com preços em alta

[Por Fernando Bernacolli]

Entre alguns dos aspectos interessantes que o ano de 2007 trouxe para o mercado imobiliário, o aumento no valor médio dos apartamentos de 2 dormitórios é um que chama a atenção.

Durante o ano de 2006, na Grande São Paulo, o metro quadrado desse tipo de imóvel custava, em média, R$ 2.188,14. Já em 2007, segundo dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), esse valor saltou para R$ 2.343,56.

O aumento de mais de 7% pode ser explicado principalmente por dois fatores:

- Facilitação do crédito para famílias de menor renda, e conseqüente aumento na demanda por imóveis de 2 dormitórios;

- Oferta insuficiente desse tipo de empreendimento.

Levantamento do Secovi-SP mostra que, só em dezembro de 2007, na cidade de São Paulo, foram vendidos 1.168 imóveis de 2 dormitórios.

No entanto, no mesmo período, o número de unidades lançadas (1.039) não foi suficiente para atender à demanda, e com isso os imóveis "em estoque" (com mais de 6 meses desde o lançamento) começam a rarear. O resultado: preços em alta.

Já os empreendimentos de alto padrão, seguindo tendência contrária, registraram redução de 9,49% no valor médio do metro quadrado, que passou de R$ 3.989,23, em 2006, para R$ 3.610,53 em 2007.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Um ano excepcional

[Por Fernando Bernacolli]

Talvez não seja novidade que o ano de 2007 foi muito bom para o mercado imobiliário brasileiro.

A bem da verdade, talvez não seja novidade que o ano de 2007 foi muito bom para a ECONOMIA BRASILEIRA em geral.

Até mesmo a crise de crédito americana, agravada no segundo semestre do ano passado, causou menos abalos do que se imaginava. (Muito embora a real extensão e a duração do problema ainda sejam desconhecidas).

Mas, para ilustrar um pouco a bonança que 2007 trouxe, vejamos alguns números da cidade de São Paulo, maior mercado imobiliário do Brasil.

- Segundo levantamento do Secovi-SP* (entidade que reúne as principais empresas do setor), o mês de dezembro registrou a venda de 5.428 unidades habitacionais na cidade, contra 3.084 em novembro: um aumento de 76% em apenas um mês.

- Dezembro foi o melhor mês do ano de 2007 em relação a vendas.

- Com os bons resultados do fim do ano, fechou-se 2007 com 36.615 imóveis negociados, um aumento de 29,27% sobre 2006 (28.324 unidades);

- O indicador Vendas Sobre Oferta (VSO) - que mede o percentual do estoque vendido no período - teve média de 16,2% ao mês para 2007. Foi o melhor índice dos últimos tempos.

Além de tudo isso, chama a atenção o fato de que imóveis de 4 dormitórios, com valores que podem ultrapassar R$ 1 milhão, responderam por 43,7% de todas as unidades vendidas em 2007.

Em relação ao valor comercializado, esse tipo de empreendimento correspondeu a nada menos do que 66,5% do total.

Como se vê, foi realmente um ano de ouro. E 2008 promete!

*Para conferir os gráficos da Pesquisa de Mercado do Secovi-SP, clique aqui.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Seguro Condomínio é obrigatório por lei

[Por Fernando Bernacolli]

Nem todos sabem - mesmo alguns síndicos não sabem - que a contratação do seguro condomínio é obrigatória e prevista em lei.

Tanto o Novo Código Civil quanto a lei federal nº. 4.591, de 16 de dezembro de 1964, estabelecem que os condomínios devem estar segurados contra incêndio ou "outro sinistro que cause destruição no todo ou em parte".

Ok, incêndio ainda é algo fácil de se definir. Mas e os tais "outros sinistros"?

Bem, a lista é longa, mas podemos destacar: raio, vendaval, furacão, ciclone, tornado, granizo, explosão, queda de aeronave, impacto de veículos terrestres, roubo, tumultos, greves, desmoronamento, quebra de vidros e queda de anúncios.

Sim, eu sei: é tragédia que não acaba mais.

Na maioria das seguradoras, as apólices básicas cobrem incêndio, raio e explosão. As demais coberturas entram como opcionais.

E é sempre bacana lembrar que os condomínios devem possuir seguro de vida dos empregados e responsabilidade civil do síndico, do condomínio e dos veículos.

É comum que as seguradoras ofereçam descontos progressivos (quanto mais garantias contratadas, maiores os descontos) e vantagens na contratação de coberturas mais amplas em uma única apólice.

Por isso, vale a pena negociar, anualmente, na época da renovação do seguro, essas questões.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Lapa é destaque em lançamentos

[Por Fernando Bernacolli]

Os últimos 3 anos foram de crescimento imobiliário acentuado na região da Lapa, zona oeste da cidade de São Paulo.

Estudos conduzidos pelo departamento de Inteligência de Mercado da Lopes mostram que, de outubro de 2004 a fevereiro de 2008, foram lançados 42 empreendimentos na área.

O número representa um acréscimo de cerca de 5 mil residências nos bairros da Água Branca, Alto da Lapa, Bela Aliança, Lapa, Vila Anastácio, Vila Ipojuca, Vila Leopoldina, Vila Pompéia e Vila Romana.

O ano de 2005 foi destaque em número de lançamentos, com 1.863 novas unidades. Em seguida vêm os anos de 2006, com 1244 unidades, 2007, com 1.140, e 2004, com 822 unidades.

Só a Vila Leopoldina, uma das novas "estrelas" imobiliárias da cidade de São Paulo, concentrou 2.700 unidades lançadas, ou 55% do total na região.

Entre os fatores que explicam esse "boom" imobiliário na área estão:
- A proximidade ao centro e a importantes vias de acesso, como as marginais Tietê e Pinheiros;
- A forte vocação residencial;
- A relativa disponibilidade de terrenos;
- A boa oferta de serviços.

Confira no gráfico a distribuição de lançamentos por tipo de empreendimento.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Pesquisa aponta contradições de SP

[Por Fernando Bernacolli]

Sessenta e sete por cento dos moradores acham São Paulo um lugar bom ou ótimo para viver, mas 55% deixariam a cidade.

Essa contradição é um dos aspectos mais interessantes revelados pela pesquisa "Viver em São Paulo", realizada pelo Ibope entre os dias 05 e 14 e janeiro deste ano.

A maior cidade da América Latina desperta amores e desconfianças quase na mesma proporção.

Para se ter uma idéia, mesmo entre aqueles que consideram a capital paulista um "ótimo lugar para se viver", 37% dizem que se mudariam para outro município.

Os números mostram, ainda, que 88% dos entrevistados ou nasceram em São Paulo ou moram há mais de dez anos na cidade.

Ao mesmo tempo, nota-se que a metrópole ainda atrai muita gente de outros lugares do Brasil. Na faixa daqueles que estão na cidade há menos de cinco anos encontram-se 7% dos entrevistados. Em um universo de 11 milhões de habitantes, isso representa cerca de 770 mil "recém-chegados".

A ampla pesquisa feita pelo Ibope pode ser acessada na íntegra aqui. Se você gosta de dados estatísticos, números e indicadores, o entretenimento é garantido.

Veja uma pequena seleção de aspectos interessantes.

Confiança nas instituições

As 3 mais bem avaliadas, com maior taxa de “confiança”:
- Corpo de bombeiros (95%)
- Correios (91%)
- Sabesp (81%)

As 3 menos avaliadas, com menor taxa de “confiança”:
- Ministério Público (38%)
- Tribunal de Contas do Município (30%)
- Câmara Municipal de São Paulo (27%)

As 3 instituições que mais contribuem para melhorar a qualidade de vida da população:
- Igreja (27%)
- Prefeitura de São Paulo (22%) e Universidade (22%)
- Meios de comunicação (20%)

Administração municipal:

- 77% acham que os investimentos públicos feitos pela cidade de São Paulo estão “voltados para a população rica”;
- 87% consideram que a aplicação dos recursos do orçamento da cidade de São Paulo atende “interesses de políticos”;
- 95% afirmaram que “existe corrupção na política”.
- 10% admitiram ter pago “propina” a funcionário público ou outro intermediário nos últimos 12 meses.
- 74% acham que há pouca eficiência nas instituições públicas;
- 79% acham que há pouca transparência na administração pública municipal.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Caixa reduz juros para imóveis

[Por Fernando Bernacolli]

A Caixa Econômica Federal, banco público que é o maior agente financiador de imóveis no Brasil, anunciou a redução das taxas de juros para financiamentos imobiliários com recursos do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo).

A queda pode chegar a 1.5% ao ano, dependendo da modalidade de financiamentos contratada. As condições mais atrativas são para aqueles que, além de optarem pelo plano básico, possuírem conta corrente com cheque especial e cartão de crédito da Caixa.

As taxas e respectivas reduções são as seguintes:

- Imóveis acima de R$ 350 mil, menor taxa de 11% ao ano (ante 12.5% em 2007);
- Entre R$ 200 mil e R$ 350 mil, taxa de 10.5% (11.5% em 2007);
- Entre R$ 130.01 mil e R$ 200 mil, taxa de 9.5% (10.5% em 2007);
- Até R$ 130 mil, menor taxa de 8.4% (9% em 2007).

Além disso, o banco anunciou mudanças no prazo de financiamento para operações enquadradas fora do SFH (valor de avaliação do imóvel acima de R$ 350 mil ou valor de financiamento superior a R$ 245 mil). Haverá aumento do prazo máximo de amortização de 180 para até 360 meses e da quota de financiamento de 70 % para até 80%, de acordo com o prazo contratado.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Mais crédito à baixa renda em SP

[Por Fernando Bernacolli]

Boa notícia para as populações de baixa e baixíssima renda das regiões metropolitanas de São Paulo, Campinas e Santos. Com a criação do Fundo Garantidor Habitacional (FGH) pela Secretaria Estadual da Habitação, no fim de janeiro, o governo do estado de São Paulo espera estimular as construtoras a investir em empreendimentos voltados a famílias com rendimentos de até cinco salários mínimos.

O papel do Fundo Garantidor é assumir, junto aos bancos, os riscos do financiamento a essa camada da população. Ao mesmo tempo, ele busca aumentar a liquidez para estimular investimentos em empreendimentos voltados à baixa renda. Objetivamente, funciona da seguinte forma:

1 - Famílias beneficiadas pelo FGH obtêm financiamento junto aos bancos para a compra de um imóvel;
2 - Em caso de inadimplência, aplicam-se as mesmas penalidades do empréstimo comum, como o pagamento de multas e a retomada do bem;
3 - Entretanto, ao invés de o banco ficar com o imóvel retomado (como normalmente acontece), o Estado é que fica, e pode repassá-lo a outra família necessitada;
4 - O banco, por sua vez, recebe do Fundo o dinheiro equivalente ao empréstimo feito.

"A iniciativa privada tem dinheiro e sabe construir melhor que nós. No lugar de construirmos uma casa só, queremos usar o mesmo dinheiro de forma inteligente e alavancar a construção de quatro casas”, afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo o secretário do Estado da Habitação, Lair Krähenbühl. A expectativa do governo é estimular a construção de até 20 mil moradias populares.

O FGH deve beneficiar também famílias com renda superior a cinco salários mínimos, mas que possuem restrições de crédito que inviabilizam o empréstimo tradicional.

Quando o Fundo entrar em operação em caráter de testes (o prazo máximo para regulamentação da lei é 15/04/2008), apenas banco públicos, como Caixa Econômica Federal e Nossa Caixa, deverão conceder empréstimos. O governo espera, entretanto, que até o início do ano que vem outros bancos também possam oferecer linhas de crédito via FGH.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Condomínios de uma torre dominam no Recife

[Por Antônio Filatelli]

Os empreendimentos com apenas uma torre são maioria absoluta entre os lançamentos de 2007 em Recife, capital de Pernambuco.

Segundo levantamento do setor de Pequisas da Lopes, dos cento e vinte e três empreendimentos lançados entre janeiro e setembro do ano passado na cidade, 121 contavam com apenas um prédio.

O tamanho dos terrenos dos condomínios segue a mesma tendência. Setenta por cento deles possuem até 1.999 metros quadrados de área, sendo que apenas 3 projetos estão em áreas que vão de 4 a cinco mil metros quadrados.

Em relação ao montante de vendas, empreendimentos em áreas com até 1.999 metros quadrados corresponderam por 1,3 bilhão de reais, ou mais de 55% do valor geral total.

Boas-vindas

[Por Lucas Bessel]

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Foto: divulgação