[Folha de S.Paulo]
Tatuapé (zona leste), 7h. Radial Leste congestionada, ruas abarrotadas, metrô e ônibus superlotados, 15 minutos para sair da garagem do prédio. Direção: centro da cidade. Horário de entrada no trabalho: 9h.
Liberdade (centro), 8h30. Avenida Liberdade e ruas com trânsito intenso, mas fluente, ônibus com lugar para sentar. Direção: centro da cidade. Horário de entrada no trabalho: 9h.
Como há muito mais empregos no centro que na zona leste (ou na zona sul, ou na oeste, ou na norte), o melhor seria trazer mais pessoas para morar perto dessa região. Especialistas e políticos concordam com essa afirmação. Os deslocamentos diminuiriam a necessidade de investimentos em transporte coletivo e novas avenidas, e a qualidade de vida das pessoas melhoraria.
Apesar disso, o Plano Diretor e a Lei de Zoneamento de São Paulo, que foram feitos justamente para regular essa situação, fazem o contrário: restringem o crescimento da central Liberdade e liberam o saturado Tatuapé para construções de maior porte.
Essa situação poderia ser corrigida. Aliás, o próprio Plano Diretor, aprovado em 2002, diz que a revisão deveria ser feita em 2007 justamente para corrigir distorções como essa. A revisão, porém, está engavetada na Câmara. No ano passado, foram feitas audiências públicas e o relatório foi aprovado nas comissões do Legislativo. Mas a votação em plenário, até agora, segue sem previsão.
Só isso, no entanto, não resolveria o problema. A revisão da Lei de Zoneamento, que virá em seguida, é que especificará qual dos modelos de crescimento criados pelo novo plano será aplicado em cada bairro.
A revisão da lei não está pronta e o estudo de capacidade sequer está feito. Mesmo que a Câmara acelerasse o processo, as distorções continuariam, porque a prefeitura ainda não concluiu sua parte.
O problema todo começou em 2002, na aprovação do Plano Diretor. Não foram feitos estudos de capacidade de novos empreendimentos em cada distrito da cidade. Então, optou-se pelo mais simples: prefeitura e Câmara listaram quantos empreendimentos foram feitos em cada lugar e projetou o mesmo valor para o período seguinte.
O resultado disso é que as áreas que já estavam em crescimento acelerado tiveram ainda mais espaço para crescimento, casos do Tatuapé, Vila Mariana e Perdizes; outras, com menos interesse do mercado naquela época, ficaram sem espaço para crescer, como Liberdade, Cambuci e Ipiranga.
Claudio Bernardes, vice-presidente do Secovi (sindicato do mercado imobiliário), diz que a situação é complicada até para o setor. A falta de regra, afirma, faz com que os investimentos que normalmente seriam destinados à capital estão migrando para a região metropolitana.
Além disso, diz Bernardes, nos locais onde não há estoque de potencial construtivo as empresas só conseguem viabilizar empreendimentos de alto padrão, já que o menor número de apartamentos encarece o preço de cada unidade. "O resultado é que vai diminuir a oferta em São Paulo, aumentar o preço, elevar a oferta em outras cidades e piorar a mobilidade", diz.
quarta-feira, 10 de março de 2010
Sem nova lei, São Paulo trava onde deveria crescer
terça-feira, 9 de março de 2010
Apartamento na planta vale a pena
[Rafael Matos]
Especialistas dizem que a compra de um apartamento na planta é um investimento interessante desde que haja uma boa expectativa de valorização.
O ano de 2010 começa com grande expectativa com relação ao mercado imobiliário no Brasil. Graças à recuperação da economia e a programas de incentivo à compra de imóveis para a baixa renda, como o "Minha Casa, Minha Vida", o setor reaqueceu e terminou o ano passado como um dos mais movimentados da economia.
A seu favor, há ainda a perspectiva de valorização de empreendimentos e terrenos graças aos impactos dos importantes eventos esportivos que o país sediará nos próximos anos.
Este apartamento na planta é uma oportunidade de investir na Zona Sul de São Paulo
Não há dúvida que esse seja um bom momento para pensar em comprar imóveis, seja para morar ou para obter algum lucro com a valorização. Quando se fala em comprar um apartamento na planta, por exemplo, um bom trabalho de pesquisa pode significar lucro para o investidor. Logo de saída, ao entrar em um financiamento com essa característica, já se tem a perspectiva de uma valorização que vai de 20% a 30% entre o início das obras e a entrega do imóvel (em média, um período de 25 a 30 meses).
Comprar e alugar
Mesmo diante dessa valorização, caso o investidor tenha interesse em comprar um imóvel para alugá-lo, pode ser mais vantajoso comprar um imóvel pronto. O primeiro ponto a ser considerado ao entrar numa operação como essa é o que se paga pelo financiamento.
Ademar Larini, presidente da CrediPronto!, uma joint venture entre a Lopes e o Itaú Unibanco, explica que, ao tomar uma decisão, é preciso comparar o aluguel com tudo o que está embutido em uma parcela de financiamento. "Há quatro componentes: a amortização do principal (a compra do imóvel propriamente), as despesas com juros, o seguro e as demais tarifas", diz.
Fonte: Portal Exame
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Apartamento de 2 quartos em SP é o objetivo de construtoras
[Rafael Matos]
Lançamentos de apartamentos de 2 dormitórios e de pouca metragem são o objetivo das construtoras este ano. Elas perceberam que o mercado imobiliário de São Paulo está saturado de imóveis de alto padrão com mais de 3 quartos.
Os produtos ofertados pelas incorporadoras, na cidade, agora estão indo ao encontro das necessidades do consumidor. A pesquisa feita pelo Secovi-SP comprova isso, tanto que 41,5% dos imóveis novos vendidos em 2009 tinham dois dormitórios. Em 2008, eles eram 31,7%. Por isso, os imóveis com dois quartos passaram de 34,6% dos lançamentos em 2008 para 45,9% em 2009. A tendência é que esse número cresça em 2010.
A prova de que o consumidor sentia falta desse tipo de imóvel é a velocidade com que empreendimentos desse tipo são vendidos. O melhor exemplo foi que a Lopes vendeu as 192 unidades do Helbor Home Flex em apenas três horas. O empreendimento Jardim Paulista e o MaxHaus Vila Leopoldina também foram totalmente vendidos em seus lançamentos.
Apartamento do In Berrini
Neste final de semana será o lançamento do In Berrini, que promete ser movimentado, porque a localização e o tipo de planta desperta muito interesse. Se nos basearmos nos números, quem procura imóvel de 2 quartos terá mais opções este ano, devido à mudança de foco da construtoras.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Aluguel de imóvel: documentos para locador, locatário e fiador
[Rafael Matos]
Para alugar um imóvel é preciso que uma série de providências sejam tomadas antes da assinatura do contrato. Tanto o locador quanto o locatário devem apresentar documentos que comprovem a sua idoneidade. Como regra, o locador também costuma exigir dos fiadores os documentos que comprovem sua identidade e suas propriedades.
Vale ressaltar que a relação de documentos exigidos para locação de um imóvel pode variar de caso a caso, não havendo uma regra específica a ser seguida pelas partes. Sendo assim, por mera liberalidade, locador e locatário podem acrescer ou dispensar a apresentação de documentos constantes da relação acima, de modo a viabilizar a celebração do negócio.
Veja a lista dos documentos que geralmente são necessários para efetuar o aluguel de um imóvel.
Locatário Pessoa Física
• Carteira de Identidade e CPF (do casal, se for o caso)
• Comprovante de residência (conta de água ou luz)
• Comprovante de rendimento igual ou superior a 3 (três) vezes o valor do aluguel (contra-cheque de salário, carteira profissional, ou declaração de Imposto de Renda).
Locatário Pessoa Jurídica
• Carteira de Identidade e CPF dos representantes legais da empresa
• Contrato Social e suas alterações
• Procuração que conceda poderes aos representantes legais, quando não constar do contrato social
• Balanços patrimoniais dos dois últimos exercícios fiscais e balancete recente
• Cartão de CNPJ e de Inscrição Estadual ou Municipal.
Locador
• Carteira de Identidade e CPF ou, no caso de ser pessoa jurídica, contrato social, CNPJ e designação de poderes de seus representantes legais.
• Comprovante de propriedade ou domínio do imóvel (certidão atualizada da matrícula do imóvel emitida pelo Cartório de Registro de Imóveis, com validade de 30 dias a partir da emissão).
Fiadores Pessoa Física
• Documento de Identidade e CPF (do casal, se for o caso)
• Certidão de Casamento
• Comprovante de residência (conta de água ou luz)
• Comprovante de rendimento igual ou superior a três vezes o valor do aluguel (contracheque de salário, carteira profissional, ou declaração de Imposto de Renda)
• Certidão atualizada da matrícula do imóvel emitida pelo Cartório de Registro de Imóveis, com validade de 30 dias a partir da emissão e cópia do último IPTU do imóvel.
Fiadores Pessoa Jurídica
• Documento de Identidade e CPF dos representantes legais da empresa
• Contrato Social e suas alterações. Verificar se existe permissão explícita no contrato para conceder fiança para terceiros, coligadas, funcionários ou contratados, conforme o caso do locatário.
• Procuração que conceda poderes aos representantes legais, quando não constar do contrato social
• Balanços patrimoniais dos dois últimos exercícios fiscais e balancete recente
• Cartão de CNPJ e de Inscrição Estadual e/ou Municipal.
Esta é apenas uma sugestão da Lopes para otimização de tempo e custos na celebração de contratos de locação. A análise dos riscos do negócio é de inteira responsabilidade do cliente.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Financiamento imobiliário: nova regra de seguro habitacional
[Rafael Matos]
A partir de agora, os bancos que operam com crédito imobiliário terão que oferecer pelo menos duas alternativas de seguradoras a quem quer fazer um financiamento imobiliário. A nova regra prevê que só uma pode ser seguradora ligada à instituição financeira. Na outra opção, o banco não pode ter participação acionária de mais de 20%.
Faça uma simulação de financiamento.
Com isso, o consumidor poderá avaliar o melhor custo-benefício. A medida tem o objetivo de reduzir o valor da despesa que, dependendo da idade do mutuário, chega a R$ 500 do total da prestação da casa própria. Há a expectativa que a concorrência fará o preço das apólices ficar mais atraente.
O seguro habitacional cobre o risco de morte, invalidez, danos físicos ao imóvel e é obrigatório nos financiamentos do SFH (Sistema Financeiro de Habitação). O mutuário também pode apresentar o orçamento de uma terceira empresa.
O Novitá Butantã é uma ótima opção para você financiar












